21 dezembro 2007
Dizer: Eu Te Amo
Uma vez numa conversa com a avó de uma amiga, surgiu um assunto temeroso:
reconhecer o amor da nossa vida!
Eu prestava atenção em tudo que ela dizia, era interessante ouvir as histórias da época dela, eu ficava imaginando como deviam ser as coisas.
Até que ela me disse como foi difícil a primeira vez que ela disse "eu te amo" para alguém!
Que ela ficou nervosa, tremendo, que ele olhou nos olhos dela e sorriu admirado com essas palavras, que a partir de então as coisas entre eles mudaram, a vida deles passou a ser conjunta.
Isso me levou a uma reflexão: por que hoje em dia essas palavras tão bonitas, simplesmente não causam mais tanto efeito?!
Ninguém mais se sente emocionado ao ponto de chorar quando um menino vira e fala que te ama. Beem, ninguém não! Eu ainda me sinto! Mas, falo da maioria... Ninguém sente o que se sentia tempos atrás.
Por quê?
Deve ser pelo simples motivo de hoje em dia tudo e todos serem amados!
No orkut vemos pessoas dizendo que amam carros, amam rosa, amam preto, amam o sol, amam a chuva, amam encher a cara, amam rede, amam televisão, amam o celular....
Ah! Amar um celular?!
Meus Deus, o que tem na cabeça de uma pessoa que diz que ama um celular?!
As coisas se tornam mais complicadas ainda, quando se tratam de pessoas. Um belo dia, você está numa balada e conhece uma menina muito simpática, no dia seguinte acha ela no orkut, duas semanas depois ela já te manda um depoimento dizendo "ti amuuulll mto miguxa! vc tá no meu s2. conta sempre! best " ...
Qualquer pessoa aceitaria o depoimento e pensaria que ganhou uma nova amizade!
Já eu, acho que levaria um grande susto!
Acho que ficaria sem falar com a pessoa por um bom tempo, não por raiva, mas por medo!
Isso é muito assustador para mim! Muito mesmo!
Mas, para quem ama um celular, isso não é nada.
Aah! Eu devo estar fora de moda!
Mas pensando aqui comigo, ser fora de moda, as vezes, é muito muito bom!
Os sentimentos estão tornando apenas palavras bonitas, mas só para lembrar, sentimentos se sentem e não, simplesmente, se escrevem.
As vezes, prefiro não amar ninguém!
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