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03 janeiro 2010

2010

É Ano Novo e as coisas continuam velhas. Não entendo essa mania que as pessoas têm de achar que tudo muda porque a Terra deu a volta no Sol. Tudo continua igual pra mim, meu cabelo continua com duas cores, eu ainda devoro bolo de chocolate em 5 minutos, continuo com preguiça pra estudar, ninguém descobriu a cura da AIDS, continuo a sentir dores de cabeça constantes, pessoas continuam morrendo soterradas, outras continuam renascendo sem serem desejadas e Michael Jackson não ressussitou como ele fez em Thriller. Pra piorar eu tenho prova amanhã (e pela última vez: não é prova final!) =/ Mas não quero que entendam que eu tô reclamando, não tenho nada pra reclamar. Tudo continua perfeitamente cabendo nos meus entendimentos de mundo e é isso que me satisfaz. Aliás era isso que eu queria dizer, meu desejo esse ano é que as pessoas procurem um entendimento de mundo que seja satisfatório, porque uns vivem num mundo paralelo de fantasia e outros simplesmente estão no mundo, mas perderam a viagem. Só não se preocupem, porque sempre dá pra correr atrás do ônibus e o motorista é compreensivo e.. argh! As minhas metáforas idiotas continuam as mesmas também.. Tô boba hoje, boba desde o início do ano. Tomara que ao longo desse ano vivamos coisas bobas, cheias de bobeiras, bobagens e muitas bobeirinhas bem gostosas de se viver. Só isso.

29 dezembro 2009

Sonho Romântico

Não sei se quando estamos acordados podemos chamar de sonho, mas hoje veio algo na minha mente meio louco. Eu tinha 19 anos em 1968, flores nos cabelos compridos e ideias na cabeça. Eu tinha um broto (haha).. um broto legal, ele compartilhava as minhas ideias e tinha a mim também. A tarde, ele me chamaria pra passear no seu Austin Healey Mark, de 67, sem sentir o tempo passar, ouvindo Beatles pelo caminho até o meio do nada. Lá encontraríamos nossos amigos. Perto do sol e do mar, ouviríamos um som de um violão agradável. Nossos assuntos seriam a Guerra do Vietnã, o cabelo do Paul McCartney e o que aconteceu com nossos amigos repreendidos pela Ditadura Militar. Um de nossos camaradas faria um discurso sobre como somos fúteis por estar ali conversando ao invés de lutar pelos nossos ideais, nós concordaríamos e nos proporíamos a mudar o mundo com belas palavras. "Sejamos realistas: exijamos o impossível!", "Faça amor, não faça guerra!".. E no fim, o capitalismo venceria no exato momento em que comprássemos clandestinamente num sebo qualquer, um livro de Marx por alguns cruzeiros novos. Alguém que conhece alguém diria que Wilhelm Reich era interessante e defendia a nossa luta pela liberdade sexual. Sim, sim! Seríamos livres, mas eu seria livre só pra "ele" e "ele" pra mim. Alguém diria: "que tal um pouco de Bob Dylan e Joan Baez? Se colocarmos baixinho, talvez os homens não escutem!" .. E assim passaríamos a tarde discutindo sobre as filosofias mais loucas e as formas de ver o mundo, confrontando Deus com a ciência e a poesia e transformando tudo isso no nosso mais louco alucinógeno. Depois disso tudo, nós iríamos ver o por do sol ao som de Roda Viva, lado A do terceiro LP de Chico Buarque e nada mais importaria. Meu broto e eu pararíamos o Austin Healey na futura e então pacata Barra da Tijuca, cheia de mato e ele me diria que ali no meio do nada construiria uma casinha pra gente morar e ensinar nossos filhos a amar a natureza. "Quanto mais faço amor mais sou revolucionário. Quanto mais sou revolucionário, mais faço amor." E naquele momento, ele e eu, faríamos a revolução mais psicodélica do mundo! Voltaríamos as pressas pra casa, pra que meu pai não reclamasse a noite inteira. Nos despediríamos escondidos e com uma promessa de ir ao III Festival Internacional da Canção só pra ouvir Caetano cantar. Chegando em casa, mamãe estaria vendo A Feiticeira e desejando arrumar a casa como Samanta e ser linda como Elizabeth Montgomery. Eu iria pro meu quarto rir daquilo. Um pedrinha na janela no meio da madrugada seria o sinal, meu broto iria pra lá e eu dormiria nos braços dele, ouvindo ele cantar pra mim Don't Worry Baby, dos Beach Boys e ali nada poderia me afetar. Mas aí, tive um pesadelo onde o mundo não se preocupava com mais nada, não haviam flores, nem cabelos grandes, ninguém ouvia Beatles e a música preferida era um monte de barulhos incômodos, liberdade sexual era bem explícita nas boates em qualquer madrugada de sábado, e as pessoas não se encontravam mais na beira da praia pra conversar, tudo era feito através de uma tela, e os sonhos não eram vividos e sim escritos em um blog idiota.. =( "The dream is over" (John Lennon)

04 outubro 2009

Infinito Resumido.

Estou com uma vontade louca de escrever hoje. Escrever qualquer coisa que esboce vida e sentimentos. Como se as palavras pudessem dizer o que o coração não diz. Tanta euforia vivida, tanta decepção. A vida poderia ser mais simples se pudessemos ver o que vem na frente. Se passos não serão em falso, se o chão não vai abrir e te levar direto pro inferno. Uma sensação de criança louca pra por a mão na tomada, mesmo que morrendo de medo, o choque pode ser divertido. Exclusivo e emocionante. A vida tem suas tomadas, insignificantes, coloridas que não mudariam nada se você passasse reto por elas. Ou mudariam. Tomadas são apenas tomadas. A vida é diferente. Você é mocinho, você é bandido. E no meio disso tudo você é mulher. Mocinha sempre? Meiga, doce e quem sabe bandida dependendo dos olhos de quem te vê. A sociedade criou regras pra um jogo que ela não sabe jogar. Na vida real sempre parece que eu sou uma estúpida, quieta e mimada, sem nada mais a oferecer. E quem disse que é mentira? O mesmo que garante que é verdade. Nada mais importa, coerência pra quê? No meio de uma mente desorganizada, coerência é o que menos me importa. Uma felicidade enorme me toma, um medo terrível me amedronta. O mundo ama a tristeza, a dor e o sofrimento, na sociedade você é bom se você sofre. Quem ri de tudo e tudo ama é palhaço. Momento de palhaça não sobrevive muito dentro de mim, algo tem que vir e me dizer: "Cala a boca babaca, você tem que sofrer." Ser feliz virou tarefa dificil, porque a felicidade é livre, amável e ventania. Quem disse que isso é preciso hoje em dia? O mundo ama o drama, o peso do amor eterno que realmente tem que ser eterno. O eterno é muito pra quem vai viver no máximo 95 anos. Contradições em toda parte. Será que isso vale a pena. Será que é como dizem? Subiu à cabeça? Será que é abrir mão do amor eterno pela vida passageira? Ou será que é abrir mão de si mesmo por algo que se imagina? O mundo cuida de mim, não pra me ajudar, mas pra virar depois e dizer: "eu avisei". Quem no mundo vai ler e entender? Quem vai dizer que eu falei a infinidade de um pensamento? Sinapses confusas, mal feitas e falhas. Menores mil vezes que aquilo que vem do Espírito, inalcançavél, inenarrável, inexistente. Palavras ouvidas e profanadas. Mentiras de sujos e mau lavados. Erros que nos ensinam. Ensinamentos que nos fazem errar. Nada que realmente preste nesse mundo inconsequente. Nada que consiga dizer tudo o que eu sinto, que nem eu mesma posso saber o escuro do meu ser. De que lado eu vou estar? Espero acordar e saber que o que eu vivi foi real, e que ninguém tem culpa daquilo que sonha. (MJFC)

Amizades.

Quando eu era mais nova me sentia orgulhosa de ter um trio inseparável de amigas, meninas que andavam comigo pra lá e pra cá e que sabiam tudo da minha vida. Cada coisa que passamos juntas e separadas pela distância, tanto medo de que as mudanças destruissem nossa amizade, tantas risadas desenfreadas e medos de escuro. Banhos que tomamos juntas, sem vergonha de dizer isso. Camas divididas, pipocas e colchões no chão. Muitos menininhos pra conversar sobre eles e depois ver o quanto fomos idiotas por gostar tanto deles. Sempre achei isso o máximo e qualquer tentativa de transformar o trio em um quarteto ou quinteto era impensável. E assim eu me fechava como uma ostra, acreditando plenamente que amigas eu só tinha as duas o resto era só colega. Hoje em dia eu vejo que não é mais assim. Conheci pessoas a pouquíssimo tempo, e talvez pelas 8h de convivência diária, eu tenha visto que servem perfeitamente no meu coração. Meloso, mas sincero. Conheci meninas legais, companheiras, conselheiras e que cuidam de mim tão bem quanto as que cresceram comigo, talvez não me conheçam tão bem, mas se esforçam pra me ajudar naquilo que eu acredito ser melhor pra mim. Já me dão bronca, já se metem, já me auxiliam, fazem parte do meu mundinho. Só queria falar pra quem quiser ouvir (ou ler) que essas pessoas são especiais e que a vida é feita disso, pessoas diferentes, sinceras, alegres e que te acrescentam alguma coisa. Mil beijinhos pra Rayssa, Marcele, Cella, Lorena, Dafne, Raíra, Andrea, Sabrina e Lívia.

29 julho 2009

Cansada.

Hoje eu vi uma coisa que me deixou com um sentimento de cansaço. Cansaço mental, intelectual, sentimental entre outros. Não vale a pena dizer, nem repetir, mas tenho que admitir que tal coisa mexe muito comigo, num sentido de revolta, de medo de ser igual, de saber que o que eu sinto não é compreendido e mesmo assim é combatido a todo instante, como se fosse algo maligno (e literalmente pensam que é). Me revolta mais ainda quando o sentimento toma o semblante de algo que diz respeito a paz, amor e sabedoria. Esses temas não deveriam causar revolta, mas alguns tem o poder de tal. Digo muitas coisas que não sei, defendo muitas coisas que apenas acho, mas quando sei (e sei que sei) fico na espera para que todos saibam, mas não tenho esse prazer. É lamentável que o ser humano ainda seja assim. Já que tudo isso é POR CAUSA DELE, DEIXO QUE ELE DIGA o que me faz acalmar, o que me faz silenciar toda e qualquer raiva, o que me faz saber que estou no seu caminho de paz e de luz.. > " Bem-aventurados sois vós, quando vos INJURIAREM e PERSEGUIREM e, mentindo, disserem todo o mal contra vós POR MINHA CAUSA. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." - " Se o mundo vos odeia, reparai que, antes que a vós, me ODIOU A MIM. Se viésseis do mundo, o mundo amaria o que é seu; mas, como não vindes do mundo, pois fui Eu que vos escolhi do meio do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: o servo não é mais que o seu senhor. SE ME PERSEGUIRAM A MIM, TAMBÉM VOS HÃO-DE PERSEGUIR A VÓS. Se cumpriram a minha palavra, também hão-de cumprir a vossa. Mas TUDO ISSO VOS FARÃO POR CAUSA DE MIM, PORQUE NÃO RECONHECEM AQUELE QUE ME ENVIOU." (Jesus de Nazaré)

28 julho 2009

Trote.

Existem coisas que passamos que ficam na memória pra sempre.. Essa é uma delas. Alunos da melhor Universidade do Brasil! - Caloura da UFRJ! Muito sol, muito calor, muita tinta secando no corpo, todo mundo de branco, sinal fechado, pessoas correndo, vidro fechado, cara amarrada, um parabéns, calo nos pés, muitas fotos, copinhos de plástico, moedinhas fazendo barulhinho. Veteranos que são verdadeiros atores profissionais, elefantinho, dor nas costas e fome. Muita sede, mais fotos. Kombi cheia de gente, pessoas simpáticas, frases malucas, muitas moedinhas (não no meu caso). Fotos de novo, papéis, canetas, mochilas guardadas, metrô, caras de espanto. Sorrisos. Lembranças de uma fase da vida. Isso aí foi meu trote.

16 julho 2009

AFC

Esse texto não tem nada de criativo, foi só um pensamento que tive hoje quando, pela primeira vez ao longo dos meus dezoito anos, eu assisti a um jogo do América! Com direito a gol e tudo.. Fiquei pensando que é muito triste esse grande time estar nessa situação, lá na série.. 'Z' do brasileiro e na série B do estadual. Fico imaginando os torcedores que viram o América ser Campeão em 1922, torcedores fanáticos e apaixonados que agora (se ainda estiverem vivos) têm que ver o time lá embaixo. Fiquei realmente triste, porque é um grande time. A minha ligação aumentou mais quando lembrei que dia desses passei em frente ao Estádio do América em Mesquita, me senti na obrigação de torcer para que esse time volte à elite do futebol.. Acho que não há um admirador do bom futebol que não deseje isso. Tomara que um dia eu possa ver o América numa final do brasileirão.. Quem sabe?! Pensamentos positivos não fazem mal a ninguém! 'Nós ainda queremos muito mais, América unido vencerás.'

14 julho 2009

Devaneio Verdadeiro.

Nada, ansiedade, saudade, revolta, dor, seringas, ombro, ônibus, frango, pessoas, roupas, atitudes, calor, frio, água quente, cobertor, Maracanã, gato, inveja, ignorância, vozes, barulhos, luz, silêncio, relógio, negro, grátis, amor, Deus, coração, saudade, Flamengo, obras, livros, canetas, remédios, dedos, conversas, verde, televisão, mentira, Nescau, ronco, celular, piolho, abobrinha, flores, Anatomia, pés, sandálias, cabelo, Palmeiras, cores, duplas, arroz, beterraba, festa, estúpido, jogo, Universidade, preconceito, cotas, inglês, branco, assalto, jaleco, pescoço, mundo, Universo, textos, idéias, Comunismo, budismo, najas, estrelas, pó e átomo. Acho que isso resume o que pensei nesse tempo que estava tentando saber o que iria escrever aqui.

25 junho 2009

Incapaz.

Tem dias que eu me sinto incapaz. Só isso, não tem nenhuma outra palavra, nem frase pra dizer. Só que tem dias que eu me sinto incapaz, em tudo. Não sei se vale a pena me prolongar, mas sou incapaz de parar por aqui. Preciso dizer algo a pessoas invisíveis, e pra mim mesma. Infelizmente só sei o que eu sinto depois que li o que saiu de mim nas palavras e isso sempre foi assim, meus diários é que sabem o quanto sempre foi assim. No mundo tão grande, onde as coisas se conectam, as pessoas crescem, tem idéias que se multiplicam e se espalham as vezes como o sol em todos os cantos, as vezes como um vírus destruidor. No meio de tantas pessoas, de tantas coisas girando, perguntas sem respostas e respostas que ninguém perguntou, eu me sinto uma coisa pequena sem nem saber ao certo quem eu sou pra onde eu vou e pra quê de tudo isso aqui. Eu tenho minhas idéias e crenças no que sou, pra onde vou e de onde vim. Mas são minhas. Eu tenho muitas idéias sobre muitas coisas, mas são minhas. Eu sou incapaz de dizê-las pra todos, melhor, eu sou incapaz de fazer entender. Vejo tantas coisas que posso mudar, mas simplesmente não sei, eu não consigo fazer o que gostaria, eu sou incapaz. Vejo as pessoas com suas idéias e sei que posso acrescentar, mas sou incapaz de fazer o que é perfeito pra mim ser perfeito pra outro alguém. Cada um que me conhece, tem idéias sobre mim e sou incapaz de fazer com que todas sejam verdadeiras, ao menos nisso eu sei que não sou a única incapaz. Não sei porque escrevi isso tudo que não tem pé nem cabeça, nem começo, nem fim. Que não tem nada. Me enxergo tão a frente, e as vezes parece atrás.. Dei a volta completa, eu nem sei mais. Não quero ser poética, eu nem quero escrever. Só queria que entendessem coisas que eu tento dizer, mas parece que sou incapaz demais para isso. Não pensei em nada até pensar que estava pensando que não pensei e isso é muito estranho. Não quero mais escrever porque isso sim é um devaneio enorme. Sem motivo, sem ordem. Sem nada. Eu sou incapaz de fazer você entender o que eu tento falar. Você e todos eles. É o mundo e eu. Só. Tão estranho e egoísta. Nada aqui faz sentido. Coisas que eu disse e me esforcei pra dizer, que eu sou e me esforço pra ser.. é como se nunca tivessem existido, é como se apesar das minhas tentativas de ser eu, eu sempre serei o que você imagina de mim, mesmo que seja injusto, mesmo que seja fantasioso, belo ou feio. Não sou capaz de ser eu pra você. Nem pra ninguém e estou cansada.

23 junho 2009

Indignação.

O que vamos fazer, não com o menino que morreu, mas com o que matou? Vamos linchá-lo? Criamos o monstro para poder matá-lo? (Karla Sabah) O que vamos fazer? Com essas crianças que vivem pelas ruas, que crescem e se tornam bandidos, que matam com a frieza de quem espirra, que não respeitam nada nem ninguém? Vamos deixá-los livres até que possam ser presos e quando o forem nada vai mudar? Vamos deixá-los roubar porque são crianças, matar porque não tem dezoito anos? Vamos proteger o menor? E quem protege o maior? Vamos deixá-lo crescer no meio dessa vida de crimes e idéias absurdas porque tem uma vida sofrida? O que vamos fazer? Liberá-los porque a delegacia está com as celas lotadas? Vamos dar dinheiro a eles o sinal pra sempre? O que vamos fazer? O que vai acontecer com eles? O que vai acontecer com a gente? Por que existem dois mundos paralelos, intocáveis e imutáveis? Então, o que pretendemos?

11 junho 2009

Seu Leônidas da Pharmácia.

Um dia estava vendo tv com minha amiga e estava passando sobre uma cantora lá, uma mulher que era muito bonita, tinha uma bela voz, atitudes e personalidade fortes e que tinha um filho que fez a minisérie para ela. Até aí tudo bem, mas eu não sabia nada sobre essa cantora e foi só eu perguntar que me olharam com cara de espanto, como quem perguntasse: '-Como assim você não sabe quem é ela? Que falta de cultura!' A partir daí entrei numa profunda reflexão e vi que a cantora poderia até ser muito importante, mas se não fosse o filho dela a fazer uma homenagem na tv aberta, provavelmente quase ninguém da minha idade saberia quem ela foi. E aí fiz crítica àquela mulher (hoje entendo que sem motivos), me perguntei o porquê de falar tanto de uma cantora excêntrica e esquecer alguns Joãos e Josés do mundo que talvez tenham feito coisas mais grandiosas. Resolvi então que de alguma forma, tentaria falar dessas pessoas (mesmo que meu humilde blog não tenha a repercursão que uma grande emissora de tv). Primeira pessoa que veio a minha mente foi meu avô (por parte de mãe), ele era bem simples, usava sempre os mesmos tipos de roupas (calça cinza, blusa de botão branca com listras, meias cinzas e sapatos marrons), tinha cabelos (cabelos?) branquinhos e uma careca com algumas pintinhas, olhos azuis da cor do céu e embora nunca tenha visto, sei que ficavam verdes quando ele bebia cerveja. Ele cantava musiquinhas que nunca entendi, e espremia os olhinhos para ver qualquer coisa, atravessava a rua sem medo nenhum e saía de casa todo dia pra comprar um lanchinho e uma cervejinha. Não tinha essa de bons modos, embora ele nunca tenha sido mal educado, não fazia uso de convenções sociais hipócritas. Ia à missa e mesmo que não ouvisse nada, sabia que deveria prestar atenção ao Evangelho e que depois da Comunhão poderia sair da Igreja sem ter que ouvir os recadinhos do padre. Adorava carnaval e se fantasiava mesmo, dançava mesmo sem ouvir a música, se enrolava na lama e sempre estava se bom humor (quando não estava, ficava quietinho sentado na sua cadeira de balanço que ninguém nem desconfiava se estava triste ou não. Enrolava os dedos quando estava pensando e quando alguém reclamava dizia que não escutava nada mesmo. Era macio de abraçar e adorava dar beijos (as vezes babados!). Gostava de comer de tudo, qualquer coisa a qualquer hora e mesmo com seus 90 anos não deixava de fazer seus exercícios andando por aí. Me lembro de tantas coisas que seria impossível escrevê-las aqui. O que me faz pensar é o que ele era antes de ser meu avô. O que ele deveria sonhar na minha idade? Como ele era quando jovem? Sei de poucas coisas e sei que ele nasceu antes da Primeira Guerra, em 21/11/1916. Que ele começou a fumar cedo e vivia numa fazenda de fumo em Minas Gerais. Torcia para o Cruzeiro, mas quando veio pro Rio, escolheu o Fluminense. Fez um curso que na época correspondia a uma faculdade, mas aprendeu de verdade no dia a dia de uma Farmácia. Depois conseguiu abrir sua própria farmácia, cujo nome era Pharmácia São Sebastião. Era o dono, o empregado e inventava fórmulas. Muito mais que um farmacêutico, era um médico, um doutor de verdade. Aqueles que não podiam pagar, eram atendidos da mesma forma que aqueles que vinham de São Paulo oferecendo muito dinheiro pelas suas fórmulas milagrosas e secretas (até hoje). Casou-se, amou, foi pai e teve muitas dores de perder um amor e de perder aquilo que mais se ama, que é um filho. Não sei se posso falar da dor que sentiu, mas continuou a ser feliz, pois no fundo acreditava que a vida continuava, tanto para os que ficavam quanto para os que foram. Sabia que a morte era só a descida do trem numa estação qualquer. Tinha um coração bom e puro (isso afirmo com certeza) e adotou uma menina que estava meio sozinha e perdida num hospital. Sua farmácia (ou melhor, pharmácia) ia bem e logo conheceu a minha avó. 'Seu Leônidas da Pharmácia', como era conhecido pelas pessoas de Nova Iguaçu, fez fama. Se você for iguaçuano pergunte a seus avós se já ouviram falar dele. Garanto que ele já deu injeções em seus pais e tios! Em meio a noite badaladas nos clubes mais chiques e com companhias agradáveis, nunca deixou sua simplicidade de lado. Ganhou muitas coisas por ter salvo vidas de pessoas (sim! SALVOU VIDAS!) e teve seus dias de glórias e alegrias. Foi pai novamente e deixava com que minha mãe subisse em suas costas e o fizesse de cavalinho, não queria nem saber se isso era elegante ou não. Além de ser pai da minha mãe e de sua filha adotiva, era pai de uma cidade (que hoje em dia não dá a mínima para ele, por enquanto!) O tempo passou e dedicou-se inteiramente ao ato de ser avô, brincava comigo e me levava a todo canto, sempre dizia as mesmas coisas que eu já sabia de cor (hoje em dia não me esqueço de nada que disse), aguentava minhas malcriações e ria de si mesmo se caísse no meio da rua. Reclamava dos camelôs porque queria que todos cumprissem a lei e enfrentava filas e filas só pra comprar um lanche pra mim. Depois disso tornou-se um 'rapaz' de entregas e buscas, fazia o que pediam e não cobrava nada. E nem queria cobrar, os seus interesses eram outros. Gostava de bichos. Muito raramente perdia a paciência comigo e era sempre mais engraçado do que temeroso. Chorei uma vez quando disseram que eu era louca e foi ele quem me abraçou mesmo sem entender nada. Não parava quieto, levantava, subia, descia, sentava, comia, falava.. e com isso irritava as pessoas. Irritava porque tinha vida, vida que emanava de todas as partes e não parava de querer se manifestar. Seus aniversários não tinham bolo, nem bolas nem nada. E ele nem lembrava que fazia aniversário. '- Parabéns vô! -Por quê? - Hoje é seu aniversário ué! - Aaah hehe, hoje é meu aniversário!' E assim vivia, distribuindo favores altruístas, sentimentos e beijos (muitos beijos!) A mesma vida que ele sempre esbanjou, sempre quis que se manisfestasse, que nuca deixou com que ele ficasse um segundo sequer quieto no seu canto (como fazem os que não vivem), a mesma vida se esvaiu um dia. Não que não valha a pena entrar no mérito da questão, mas resumidamente sei que a vida acaba, mas a existência não. E com certeza a existência dele sobrevive nele mesmo, em mim, em todos que o conheceram, em todos que vivem graças a ele! E sei que sua existência sobrevive independente de qualquer coisa, afinal ele só desceu do trem. E mesmo assim, manda-me seus cartões postais da onde está, dizendo-me para que continue nesse trem maluco, que está me acompanhando, me vendo, crescento comigo e com todos que amam. Ele me diz que devo seguir meu sonho, que ele se orgulhará e que ele sabe que nos encontraremos nas estações por aí, um dia. Não importa que ninguém faça séries de tv com seu nome, vô, nem que ninguém nunca tenha agradecido quando enfrentava filas para fazer favores, não importa que teu corpo não tenha sido repousado no lugar mais lindo da Terra. Não importa que nada faça sentido. Não importa, porque para pessoas como você, coisas bobas não importam. Cresça! Desejo que cada vez mais esteja com o Pai e sei que está no caminho certo. Me abençoa e me ajuda a estar também! Amo muito você. Abraços da sua 'gatinha'.

30 maio 2009

Tão Simples.

Meu super programa de sábado é ver um jogo do Brasileirão, da série B ainda por cima.. Sem torcer por ninguém, e sem poder fazer nenhuma outra coisa simplesmente por preguiça e tédio, fico vendo o jogo do Paraná vs. Vasco que me parece um jogo de 3 times, já que o uniforme do Paraná de um lado é vermelho e do outro azul e quando vão parecem um e quando voltam parecem outro. E isso vai me confundindo e me dando um sono.. Mas eu não queria falar de futebol, nem de Vasco e menos ainda do Paraná. Eu queria perguntar onde foi parar o Hino Brasileiro, porque em todos os jogos de futebol, das olimpíadas, da seleção, de basquete, na natação, nas comemorações em todos os lugares eu ouço o hino sendo cantado pela metade. E o problema maior não é nem esse, o problema é a cabeça dos brasileiros. Experimenta chegar na Inglaterra e cantar o Hino Inglês de culto a Rainha e outras coisas mais pela metade, ou chegar na Dinamarca e esquecer de uma frasezinha do hino dos caras. Seria uma grande confusão porque lá as pessoas dão valor aos seus hinos e aqui, aaah, aqui é uma bagunça! Daqui a pouco as crianças não vão nem saber mais cantar o hino do seu país, e tem muito adulto que nem sabe do que eu estou falando. É lamentável o que fizeram com um culto à nossa nacionalidade na tentativa de simplificar, em qualquer outro lugar isso seria um descuido na primeira vez e se fosse repetido tantas outras vezes seria uma ofença! Mas aqui.. Aqui ninguém se importa, eu devo ser a única a sequer reparar nisso e devo ser a única que entende que um hino não é só uma musiquinha de Copa do Mundo. Mais atenção, né! Por favor, é tão simples! Não custa nada esperar com que cantem até o final, não custa absolutamente nada! E muda muita coisa pra quem é patriota.

Humilde Arrogância.

Eu sou totalmente incompreendida pela maioria das pessoas. Chego a me questionar se sou tão burra assim, incapaz de pensar em nada que faça sentido na realidade humana, ou se eu sou tão inteligente, mas tão inteligente, que sou capaz de enxergar aquilo que a maioria dos homens ainda não podem ver. (Maria Juliana)

29 maio 2009

A Verdade.

Esses dias estou me sentindo como a única pessoa no mundo que não consegue por pra fora o que está dentro. Como se eu não pudesse fazer ninguém entender o que eu penso, por mais que eu passe a vida explicando. Essa semana conversei com algumas pessoas e por todas elas saí da conversa como sendo um monstro insensível e estúpido, sem saber pensar sobre os vários ângulos de uma verdade. Isso me irritou muito, pois eu mesma me percebi assim aos olhos dessas pessoas. No fundo eu sei que não sou assim e não fui assim em nenhuma das conversas, mas sei que me veem assim por algum motivo que talvez eu não saiba ou não valha a pena explicar. Meus pensamentos não são uma via de mão única e nem são previamente preparados e imutáveis. Pelo contrário, o que eu mais faço na vida é pensar e posso dizer que isso é uma coisa que eu sei fazer muito bem. Tentam me convencer de que no mundo existem várias verdades dependendo do ponto de vista. Isso é a coisa mais ridícula a já ouvi na minha vida! A verdade é uma só, única e imutável, porém singular. Os caminhos até ela é que variam e cada um toma o caminho que enxerga na sua frente, nem sempre estão errados, todos vão a um mesmo lugar, mas os caminhos podem variar e muito, dificultar e muito, confundir e muito, mas chega-se sempre no mesmo lugar. Os que não chegaram é porque ainda não chegaram em lugar algum. O problema é que nem todos conseguem enxergar e nem tomar um caminho e aí começam os problemas da relatividade. Tudo é relativo sim! Mas a verdade é o conhecimento de tudo, até mesmo da relatividade. Coisas que não consigo escrever nem explicar, mas que posso pensar. E que por minha vida toda senti-me excluída, num lugar onde todos sempre me combatem e pensam que eu estou a combatê-los e depois que tudo passa sempre me falam: 'Aah, se você tivesse explicado assim, com certeza te daria razão'. O problema é que nem sempre posso explicar da maneira que você entenda e você nem sempre pode entender da maneira que eu pense. E te digo, acostume-se com a idéia de que a verdade é absoluta e seu pensamento não tem a capacidade de mudar o que é absoluto. Meu caminho nem sempre é o certo e não sou dona do absoluto, mas eu tenho consciência disso e esse é um grande passo. Não tenho mais forças para ser assim, devo mesmo mudar, mas não consigo me comportar como se não fosse capaz de concluir nada concreto, mas também não posso me comportar como uma arrogante conhecedora de tudo e no fundo sei que não é nada disso. Mas do que adianta eu saber? Ninguém no mundo dará credibilidade mesmo.

12 maio 2009

O Preço da Superioridade.

Quando Flamengo entra em campo você pode reconhecê-lo pelo seguinte sinal: os ignorantes estão todos unidos contra ele! Deve ser porque temos o que a maioria não têm. Somos a maior torcida do mundo! Os invejosos dizem que quantidade não é importante, eu concordo! Mas o livre-arbítrio importa, e se 35 milhões de pessoas escolheram o Flamengo, é porque temos algo a oferecer que os outros não têm. A primeira torcida organizada do mundo é a nossa Charanga. Nosso nome é citado nas letras dos sambas mais famosos. Manto Sagrado é um termo nosso. Preferimos ser da torcida dos pobres, pretos e humildes do que ser de uma torcida que acha que ser pobre, preto e humilde é ser inferior. Quando um gringo vem ao Brasil é para o Flamengo que ele torce. Não temos um grande estádio e mesmo assim a nossa torcida nos torna donos da casa em qualquer lugar! Causamos tantos sentimentos que o mundo se dividide em flamenguistas e anti flamenguistas. Afinal todos que conseguem o que os outros não conseguiram causam inveja e essa inveja alimenta todos eles juntos. -- CRF, eu poderia declarar meu amor a ti copiando um texto qualquer, mas acho que isso não seria digno do Clube de Regatas do Flamengo. Afinal tu és um time de sentimentos sinceros. Time do amor e paixão, time do povo, onde não há preconceito de cor e nem de classe. Um time que tem o poder de cativar milhões de pessoas, mais do que qualquer outro cativa. Um time que é o Brasil, que conquista o mundo. E mesmo que nada disso importe, o poder que só tu tens de causar sentimentos basta. Te amando ou te odiando, não há quem viva sem nutrir por ti um sentimento tão intenso quanto tudo aquilo que representas. Só posso dizer que me orgulho de ti, Flamengo, me orgulho de fazer parte daquilo que não se pode explicar.

08 maio 2009

Preconceito..

.. coisa de animal! Fico indignada quando ouço alguém falando que quer distância de Pit Bulls, Rottwailers e outros cães porque eles oferecem perigo. Isso pra mim é um absurdo tão grande quanto alguém dizer que não abraça quem tem aids porque tem medo de pegar. Preconceito não existe só de pessoa para pessoa não. Tem gente que tem preconceito com animais também. E isso é tão cruel quanto o preconceito entre pessoas. Tá certo que existem sim muitos ataques envolvendo esses animais. Aliás se não me engano, o Pit Bull foi feito em laboratório com o intuito de brigar, não sei até que ponto isso é verdade. Mas assim como as pessoas, animais tem personalidade própria. Eu tenho quatro cães e observo que cada um tem uma mania, um jeito de encarar as coisas. Não é diferente com um cão dito agressivo. Se for criado no meio de carinho e paz, duvido que vá atacar alguém sem motivo! Digo sem motivo porque tem muita gente má por aí que se pudesse, até eu mordia! As pessoas que hoje dizem: 'impossível! Esse cão só sabe destruir, quando ver um vou matar antes que ele me mate!', são as mesmas pessoas que a 500 anos atrás diziam: 'os negros são uma raça feita para trabalhos braçais, é impossível um desses obter cargos importantes (por exemplo: presidente da maior potência econômica mundial), eles foram feitos pra trabalhar na lavoura!' Gente que diz isso é gente da pior espécie! Ignorantes! Não foram educados e acham que ninguém mais pode ser. Cada vez mais percebo que o bicho homem é mais agressivo e cruel do que qualquer outro ser do Reino Animal. Vamos lá Pit Bull, ensina pra eles, vai!

06 maio 2009

A Vida é Tão Rara!

Hoje eu percebi o quanto a vida é rara e frágil. É feito um fio de cabelo esticado, pronto para arrebentar a qualquer momento. Isso é estranho e me faz pensar em um monte de outras coisas. Qualquer desequilíbrio faz com que esse fio se rompa. Isso varia de pessoa para pessoa mas ninguém tem um fio mais forte do que o outro. Isso é muito, muito estranho mesmo! Penso que não poderia ser justo se tudo fosse como alguns acham que é. Só uma vida, só um fio, rompeu, rompeu! Morreu, tá morto! Como assim? Isso não faz sentido. Não faz sentido um esforço gigantesco, uma probabilidade quase impossível pra depois acabar e acabar. Não posso acreditar nisso. Mas também não posso acreditar em fantasias absurdas de historinhas de pós morte. Esse mistério serve pra algo. Claro que serve! Vai ver que descobrir seu sentido seja o grande objetivo disso tudo. E depois de descobrir? Fazer valer a pena, é claro!

30 abril 2009

Carnaval na Fazenda.

É muito bom esse contato com a natureza, com as pessoas simples, com uma vida simples. Ver no meio da escuridão as estrelas mais lindas que se pode ver e imaginar quem fez tudo aquilo lá. É incrível. Quando me lembro penso que muitas coisas poderiam ser melhores aproveitadas se a gente fosse mais simples, mais puros. Só me resta agora tentar por em prática as coisas que aprendo com meus pensamentos e com os outros. Será que nós conseguiremos? Vida Simples! Fugere Urbem! Quem me dera viver longe de tudo, só com as criaturas mais simples e adoráveis. Não entendo como o homem um dia achou isso um tédio. Não entendo como deixaram isso pra trás com a idéia do 'progresso'. Lá as mentes não são tão manipuladas. É só a natureza e a sua sabedoria. Quem dera se todos entendessem essa sabedoria!

Não é Difícil Ser Eu.

Não é muito difícil ser eu. Não sou muito importante na sociedade e não existem muitas fofocas com meu nome. Não faço questão de muita coisa. Amigos eu tenho os de infância e pronto, não tenho que sair com eles pra balada. Aliás, eu sou bem anti-social. Dentro no meu mundo eu imagino coisas que você nunca vai compreender, nem com muita boa vontade. Bate boca? Nunca fui disso, se eu quiser falar algo, eu uso as palavras escrevendo o que eu sinto e não copiando coisas de um lugar qualquer. Odiar eu não odeio nada, nem ninguém. Festas não quero nem saber. Roupas? As minhas têm um cheirinho de mofo. Já passei dessa fase. O que eu quero de verdade, você nem deve saber que existe. Moralista de mais? Rs, tá. Desisti de explicar, aliás tenho que ir. Eu ainda tenho um mundo inteiro pra ajudar. Ah! Como é difícil ser eu! (Maria Juliana)

09 abril 2009

Pela Janela do Carro.

Posso dizer que andar de carro olhando pela janela ouvindo uma música é algo que me dá um imenso prazer. Esse momento é o auge de todos os meus devaneios. Se alguém fala comigo, me desconcentra. Fico lá, quieta como uma autista olhando tudo ao redor, só observando. Eu vejo rios que ninguém mais vê, imagino coisas que ninguém imagina. Observo pessoas que nem sabem que eu existo e nem nunca vão saber. De repente eu me sinto fazendo parte daquele tempo curtinho de vida que eu vejo daquelas pessoas, animais e pedaços de natureza. E de uma forma que eu não sei explicar, eu sinto que tudo faz sentido. Essa postagem não faz sentido nenhum. Mas o que eu sinto faz e só faz pra mim. Vejo um menino andando de bicicleta correndo atrás de outro que está a pé; vejo um homem que mora numa casa flutuante perto da Ilha do Fundão; vejo a praia de Ramos e imagino como aquilo deveria ser perfeito antes do homem se meter lá; vejo pássaros parados nos postes; bandeiras do Flamengo; pessoas estressadas em seus carros; pipas sendo cortadas; cachorros comendo da lixeira; meninas sendo observadas; amigos rindo; pessoas com rostos tristes e preocupados.. Gosto de imaginar a vida de cada um, que todos são além de 'um cara', 'uma mulher', 'uma criança', 'um mendigo' e um cachorro de rua. Cada um tem a sua história, algo que aprendeu, alguma coisa que tenha de legal a oferecer. E isso é bom, isso é muito bom!